quarta-feira, 31 de julho de 2013

O Papa Não Disse, Mas a Mídia Sim

Certa vez a imprensa divulgou que o Papa Bento XVI havia dito que os divorciados eram “uma praga” dentro da Igreja. A notícia estava na TV, nos jornais, revistas e portais de notícia, revoltando todos aqueles que são divorciados, “Como ele pode dizer que sou uma praga” dizia uma senhora entrevistada pelo repórter.
 
A polêmica acabou quando um jornalista se manifestou esclarecendo o caso: “Vocês não sabem traduzir o italiano? O Papa não disse praga, ele disse chaga”. Na verdade o Papa Bento XVI havia dito que o divórcio (e não os divorciados) era uma chaga no seio da Igreja, ou seja, uma ferida (chaga é uma ferida). O Papa mostrava sua preocupação com a situação do divorcio que fere a família. Todos que passaram pela dolorosa experiência do divórcio sabem que ele machuca o casal e também os filhos.

Poucos foram os jornalistas que vieram em publico esclarecer o mal entendido.
Tempos depois, a mídia divulgou uma notícia bombástica: Papa Bento XVI aprova uso da camisinha. E mais uma vez, as palavras do Papa foram interpretadas de forma errada. O Papa jamais autorizou o uso de preservativos.

E agora temos o caso mais recente com o Papa Francisco, a imprensa disse que o Papa aprovou a união homossexual. Até o ex-padre da Diocese de Bauru que foi excomungado  queria entrar na justiça para reverterem seu processo de excomunhão, pois, acredita ele, ter sido excomungado por defender a união homossexual.

Primeiramente, a nota divulgada pela Diocese de Bauru dizia que o tal padre estava sendo excomungado não por causa de sua posição referente aos homossexuais (como a imprensa erroneamente estava divulgando), mas porque o tal padre escandalizava o povo de Deus com sua forma desregrada de viver.
Em segundo lugar, o Papa Francisco em nem um momento aprovou a união homossexual. Ele apenas falou aquilo que o Catecismo da Igreja Católica (CIC) nos ensina sobre o assunto:

Está no parágrafo 2358:
"Um número não negligenciável de homens e de mulheres apresenta tendências homossexuais profundamente enraizadas. Esta inclinação objetivamente desordenada constitui, para a maioria, uma provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar a vontade de Deus em sua vida e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício do Senhor as dificuldades que podem encontrar por causa de sua condição."
Em outras Palavras: a Igreja continua condenando o pecado, não o pecador. E, justamente porque o ama, chama-o à conversão, à castidade. Por causa de sua condição, eles não devem ser injustamente discriminados, mas tratados com respeito e dignidade. Este é o ensinamento da Igreja e esta é a referência do Papa.

Quando um jornalista pergunta para o Papa Francisco sobre  sua opinião questões como o aborto ou o "casamento" gay, o Papa disse: "A Igreja já se expressou perfeitamente sobre isso". O jornalista, insistente, queria saber a posição do Papa. Ele foi ainda mais enfático: "É a da Igreja, eu sou filho da Igreja".
 
Cuidado com o que a Mídia lhe fala, as vezes para ter audiência ela distorce palavras e fatos.

3 comentários:

  1. Realmente a midia passa outras noticias totalmente distorcidas, obrigado pelo esclarecimento, amei o site

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  2. O Papa é um homem muito sábio, jamais ele apoiaria a união homossexual

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  3. estamos em um tempo em que é moda ser gay, daqui a pouco vai ser errado ser hetero

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